Nutricionista explica o projeto nutricional “Além do Nutrir” e dá dicas valiosas para os pais

Comer é uma experiência deliciosa na vida de qualquer um ou pelo menos é assim que deveria ser. Afinal, como é bom comer! Muitos até consideram que é o maior prazer da vida, onde encontram naquele alimento preferido o pedaço de felicidade. Comer com prazer resgata nossas lembranças de infância e aos encontros em volta da mesa, onde os momentos de celebração podem e devem sempre ser acompanhados com boa comida e alegria.

“Alimentação tem ligação direta com laços afetivos e desenvolvimento psíquico do ser humano. Todos nós temos aquela lembrança do cheiro de uma comida predileta, aquela receita da mãe ou da vó”, destaca a nutricionista Camila Freitas, responsável pelo projeto nutricional “Além do Nutrir” da Bosque das Letras, que na última semana palestrou sobre o tema para os pais dos alunos.

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Mãe de 3 filhos,Camila tem 5 anos dedicados a nutrição escolar e mais de 20 anos de experiência clínica, ou seja, ela possui a teoria e a prática de como as crianças podem aprender através da alimentação, sobretudo, o papel dos pais e cuidadores para aproveitar a hora da refeição para conectar com a criançada.

“O que nós comemos, principalmente até os 2 anos de idade, tem relação direta com o futuro que pode previnir doenças, como as diabetes. Por isso a escola é co-responsável, ao lado da família, neste processo de educação alimentar”, explica Camila Freitas, que também falou sobre o assunto no 9º episódio do podcast do Bem Estar, disponível gratuitamente no Portal G1.

“O comer bem para a Escola vai além do nutrir o corpo. Aqui se entende que a alimentação é um momento prazeroso e tão importante quanto o que se come é também o como e com quem se come. Comer é o momento do experimentar, do sentir, do saborear, do interagir consigo e com o outro e do aprender com esta experiência. E através dessas experiências prazerosas durante o ato de comer é que o bom hábito alimentar e a boa relação com a comida são formados”, acrescenta Camila.

Seja na escola ou entre a família, o momento de sentar ao redor da mesa “é a oportunidade de estar junto, perceber o outro, é a chance de criar vínculos, a hora de conversar coisas amenas e manter uma atmosfera tranquila, encorajar as conquistas das crianças e interagir. Deixe assuntos pesados para depois da refeição para que ninguém perca o apetite”, ensina a mãe e nutricionista.

Por isso, quando uma criança não come, devemos sempre refletir e fazer as perguntas:

    • Que tipo de relação que temos com a comida?
    • Você come por que está feliz/triste?

 

Para crianças e adultos, o ato de comer é influenciado pelas condições orgânicas e psíquicas, o prazer, a comida em si (cor, cheiro, texturas), familiaridade com o alimento, ambiente (barulho, estética, limpeza), tempo, temperatura ambiente, interações, sobretudo, a companhia.

“Criança tem que comer porque ela está com fome, porque está gostoso. Cabe os pais escolherem o que for mais nutritivo e cabe as crianças escolherem o que elas querem dentro do que foi oferecido e quanto elas querem. Temos que respeitar a individualidade e saciedade da criança”, conclui a nutricionista quase que como um “mantra” que serve para todos.

Teoria aplicada

A Bosque das Letras oferece todas as refeições (lanche, almoço e jantar) preparadas pelas cozinheiras da própria escola. O projeto “Além do Nutrir” oferta um cardápio nutritivo, rico em sabores, cores e texturas, somados a uma intervenção adequada e cuidadosa para que a criança desenvolva seu paladar plenamente e tenha uma verdadeira educação alimentar. Além disso, a introdução alimentar no Berçário é feita de maneira cuidadosa, respeitando cada fase de desenvolvimento e orientações do pediatra de cada criança. Lembrando que incentivam e orientam a continuidade do aleitamento materno!

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